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O peso de não conferir

Foto do escritor: Adriana Teixeira Alves
Adriana Teixeira Alves
16 de ago.
1 min de leitura

Devia ter prestado mais atenção, revisado várias vezes.


Mas quem encara um documento repleto de alterações, páginas, números e detalhes como se fosse um romance favorito?


Não era para ser assim, mas a falha o colocou em uma posição na qual não precisava estar — tudo porque confiou demais no que achava que já sabia.


Agora, lamentava-se: por que não revisou com calma?


Por que não percebeu as pequenas mudanças, aquelas palavras trocadas aqui e ali, escondidas como armadilhas no meio do texto?


Não havia espaço para reconsideração.


Só restava aceitar o erro e seguir em frente, tentando encontrar uma justificativa — ou quem sabe uma interferência divina — para a própria falha.


Talvez fosse, afinal, um livramento disfarçado, uma oportunidade inesperada de fazer diferente — ou, no mínimo, uma lição para nunca mais confiar em papelada sem conferir duas, três vezes.


E, o mais importante: verificar se a enésima alteração no documento de fato era a última.


Pensou nisso e suspirou, ciente de que, dali em diante, nenhuma revisão seria tratada com descuido outra vez.


Adriana Teixeira Alves

Quase Tudo Vira Crônica

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