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Execução no Café

Foto do escritor: Adriana Teixeira Alves
Adriana Teixeira Alves
16 de ago.
1 min de leitura

Num canto escuro de um Café, dois rapazes falavam baixo. O tilintar das colheres e o murmúrio das conversas ao redor faziam da cena algo banal — não fosse o assunto da conversa.


— Cara vacilão... Vamos executar — disse o de boné, impaciente.


O outro, mais calmo, respondeu:


— Ainda temos tempo. Acho que dá pra chegar a um acordo.


A garçonete, que fingia limpar a mesa ao lado, prendeu a respiração. “Executar” soou pesado demais para uma tarde que cheirava a café e convidava à distração.


Quem seria a vítima?


Aos poucos, o mistério foi se desfazendo: falavam de um contrato, de uma dívida, de um cliente teimoso.


Enquanto o debate jurídico fervia entre goles de expresso, a garçonete sorriu, enfim, aliviada.


Naquele café, tempo e consenso voltaram a ter sabor de paz — lembrando que, no Direito e na vida, o melhor acordo é sempre o que evita a execução.


Adriana Teixeira Alves

Quase Tudo Vira Crônica

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